20 setembro 2013

Realidade difícil

Desde que meu pai foi diagnosticado com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), minha vida não tem sido a mesma. Tudo mudou de forma rápida e muito, muito drástica.
Tudo o que já escrevi aqui e em qualquer outro diário, balela, fichinha. Nada se compara a isso.
Nada se compara a ouvir minha terapeuta dizendo que eu precisava procurar um psiquiatra.
Para uma pessoa que desde criança sempre resolveu seus problemas sozinha (ou pelo menos sempre achou que sim), receber um pedido desse soou como uma grave ofensa. Eu? Psiquiatra? Como assim?
Fui. Gostei dele. Gente boa. Foi devagar, com calma, com bom humor e sem "cagar regras", como diz meu pai.
Comecei com 2 remedinhos. Agora já estou com 3, em doses relativamentes altas.
Na minha última visita ele adicionou um remédio que é indicado para pacientes com síndrome de personalidade borderline, sabe o que é isso? É punk. Me assustei. Fui ler um pouco mais sobre o assunto e confesso que ainda estou um pouco assustada.
Muitas das coisas que li batem com muitos sentimentos que tenho, como o sentimento de que não me encaixo em lugar nenhum, em profissão nenhuma, em grupo nenhum, uma sensação de vazio, de tédio eterno. Sinto algumas vezes uma realização em determinados momentos ou fases mas logo sou tomada por um vazio, uma sensação de inadequação, de não saber o que fazer, pra onde ir.
Confesso que estou um pouco ansiosa para retornar ao psiquiatra para ele me explicar direito que história é essa de me dar remédio para borderline. Será que sou assim?
Coisa esquista é essa parada de depressão, né? A gente se sente tão lixo, tão por baixo, que o simplees fato da vida dos outros estar correndo bem já nos incomoda, né? Que coisa horrível!
Juro que me sinto a última das pessoas com isso. Deus me livre desejar o mal de alguém, ou não gostar do sucesso de alguém. Por que isso?
Quero tanto tanto voltar a me encontrar, sabe? Fico aqui no meu estúdio olhando pra essa bagunça, essa papelada, fotos, e vejo meu sorriso anos atrás. Eu sorria tão bonito, eu era tão feliz. Sinto tanta falta de sorrir daquele jeito, sinto tanta falta de ser bonita daquele jeito.
Como era gostoso ser feliz, sorrir, gargalhar. Hoje parece que me sinto culpada se tenho vontade de sorrir. Parece que por causa de tudo o que vem acontecendo não tenho mais o direito de ser feliz. Me sinto incomodada quando alguém me faz um elogio. Que coisa doente, meu Deus!
Voltei a escrever aqui no blog. Quero ver se colocando essas coisas horríveis pra fora elas saem de mim e eu consigo me libertar. Preciso disso! Preciso me libertar!
Só espero que meus pensamentos não me enlouqueçam antes. Que minha sanidade resista o quanto puder.

24 agosto 2013

Retornando...

Me sinto tão sozinha às vezes que achei melhor voltar a escrever em um blog. Me sinto hoje tão sozinha quanto me sentia anos atrás.
Hoje sou casada e mesmo assim às vezes me sinto sozinha. Mas a culpa não é dele, coitado. Aliás, ele é o único que realmente me faz companhia nos momentos em que não me sinto só.
Mas a solidão não tem a ver com as pessoas, e nem quer dizer que não temos companhia. A solidão é um sentimento que diz respeito somente a quem sente. Somente seu dono é que pode diagnosticar a razão da sua existência.
A minha eu justifico: depois que me pai foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), nunca mais consegui ser a mesma pessoa.
Aliás esse tema é recorrente nas minhas sessões de terapia, mas não consigo enxergar quase nada o que a terapeuta diz.
Antes eu ria muito, lembra? Ria de qualquer coisa, qualquer que fosse a situação, e mesmo muto triste eu conseguia rir. Nossa... tenho uma saudade de mim. Eu amava rir. Gostava do som da minha risada. Hoje só ouço um silêncio, ouço o som das minhas rugas nascendo, o som das lágrimas que derramo, o som do meu coração batendo vazio. Como se nada mais na vida fizesse sentido depois que meu pai ficou doente.
Tenho um medo danado de morrer de tristeza, sabia? Morro de medo de morrer de tanto chorar, de ter uma parada cardíaca de tristeza. Mas ao mesmo tempo que morro de medo, me pego desejando ir embora logo, para que essa dor toda pare, cesse.
Vergonhoso dizer isso, mas sou honesta. Preciso ser honesta pelo menos comigo.
Minha terapeuta diz que aquela Fernanda que ria de tudo ainda vive dentro de mim, mas tenho minhas dúvidas. Tomo 2 tipos de remédio para depressão e nem assim eu consigo ver a vida como eu via antes.
Fico sozinha me perguntando o que fazer, como fazer para sair dessa tristeza toda. Me sinto naquelas areias movediças de desenho, sabe? Onde quanto mais você se mexe, mais afunda? Pois é...
Sei que tudo o que estou passando é para aprender algo. Sei que Deus é bom e não erra. Mas sabe quando você não entende a lição por mais que alguém te explique? Estou assim, não entendo absolutamente nada.
 Se a vida é uma escola, estou de recuperação.
Eu rezo pra que um dia eu entenda essas lições, para que eu pare de chorar e volte a rir. Eu rezo para que eu consiga entender todas essas lições.
Queria também saber como terminar esse post, mas nem as palavras estão sendo muito minhas amigas. Então vou usar uma curtinha e grossa mesmo, porque acho que é a que combina melhor com o meu estado de espírito hoje.
Tchau.

28 dezembro 2011

Desabafo de 2011...

Mais um ano, hein?
Aberta a temporada de reflexões, novas promessas, planos, sonhos. Mais um ano em que muitos não se concretizarão, mas também outros surgirão pelo caminho.
E como não sou diferente de ninguém, fiz minhas reflexões também. Vamos lá.

2011 foi basicamente um ano da amizade para mim. Ou melhor, um ano de relacionamentos.
Aprendi, ganhei novos, perdi alguns. Foi tudo extremamente proveitoso!
Mas nesse mês de dezembro uma discussão tomou conta: afastar-se das pessoas.
Conversando com uma amiga minha, tocamos no assunto. Por que afastar-se das pessoas é um tabu tão grande?
Eu tenho (ou tinha) uma amiga que foi minha amiga por muitos e muitos anos. Saíamos juntas, dormíamos na casa uma da outra, ajudei várias vezes a ela engambelar namorados (sim, eu sou do mal... hahaha...), fomos confidentes. Ela se casou e foi como seu eu casasse junto. Curti cada momento dos preparativos, vibrei, torci, chorei, enfim.
Quando chegou minha vez, a coisa já não foi muito recíproca. Tudo bem.
Mas além dela não ter ido ao meu casamento, nunca mais deu notícias. Muito raramente deixava um recadinho trivial no Facebook.
E pra mim isso não virou um pesadelo, um tormento, não fui lá tirar satisfações, não fiz uma tempestade. Oras, simplesmente minha amiga está num momento de vida diferente do meu e não cabe mais essa proximidade toda. Isso não significa que ela me odeie, me deteste, queira me ver pelas costas, oh, oh!
Simplesmente significa que eu não me encaixo no quebra cabeça de vida dela.
E qual é o problema, me digam?

Aí eu vejo pessoas que fizeram parte da minha vida em algum momento e que eu gosto muito, mas minha vida HOJE não combina mais com a dessas pessoas. Não gosto mais de balada, não escuto mais certas músicas, não uso mais bota pé-de-boi, não uso mais saia curtinha, não tenho mais o cabelo comprido, não bebo mais cerveja.
Não gosto mais de barulho alto, não curto mais gritaria, não assisto mais filmes policiais, não sou mais apaixonada pelo Raí.
E não acho que isso seja falta de personalidade, ingratidão com o meu passado, ou simplesmente "metideza", como dizem alguns.
Acho que mudei e estou mudando. E vou mudar ainda mais!
Aprendi a tomar suco de uva, adoro água com gás, amo quiabo, adquiri uma doença no coração, não puxo mais ferro, engordei pra caramba.
Hoje gosto mais de cavalos do que de golfinhos, não curto muito praia, amo cachoeiras, gosto de carne mas não como todos os dias, adoro música clássica, amo ballet, não escuto mais sertanejo.
Gostei de pagode um dia, não gosto mais. Prefiro rock, rock mesmo. Gosto do chamado "indie". Ainda assisto Chaves.
Gosto mais de romances do que antes. Não tomo nada sem pedras de gelo, inclusive espumante. Continuo não gostando de filmes de terror.
Leio mais livros, viciei em internet. Detesto Pânico na TV, adoro humor inteligente. Ainda amo Friends.

Sei lá... tanta coisa em mim mudou. E frequentar alguns lugares, ser muito próxima de algumas pessoas, fazer certas coisas, hoje não cabem mais em mim. Porém isso não significa de maneira alguma que eu não goste mais, que eu esteja cuspindo no prato que comi.
Exemplo: eu AMO minha prima! Amo! Mas ela adora pagode, e eu não preciso ficar indo aos pagodes com ela pra provar que a amo. Nem ela precisa frequentar meus eventos de noivas pra mostrar que me ama, certo?



Gente, então em 2012 vamos combinar o seguinte? Vamos deixar de mimimi?
Vamos aceitar as pessoas e suas decisões sem julgar os sentimentos? Ou julgue, se quiser, mas aceite e respeite. Vamos largar essa mimimizisse de lado, deixar as pessoas livres para fazerem o que quiser, se afastarem de nós, curtir outras coisas, porque, afinal, nós fazemos isso com os outros também, né?
Vamos colocar uma coisa na cabeça: NINGUÉM É OBRIGADO A ESTAR SEMPRE CONOSCO, POR MAIS QUE ISSO TENHA FEITO PARTE DO NOSSO PASSADO. Ponto.

Eu prometo que tentarei ser menos mimizenta. Prometo! E agora está aqui, documentado, e poderei me auto-jogar essa verdade na cara quando não estiver cumprindo.
Ok, eu sou uma pessoa que testemunha contra si mesma, e daí?! =P

E que 2012 seja, além de low mimimi, uma sucessão de sorrisos, abraços, carinhos, compreensão, saúde e PAZ.


Até ano que vem. Ou não*.




* Segundo os malucos de plantão, dia 20 de dezembro de 2012 vai acabar o mundo. Depois que inventaram o funk, pra mim o mundo acabou e ninguém percebeu.

Desabafo de 2011...

Mais um ano, hein?
Aberta a temporada de reflexões, novas promessas, planos, sonhos. Mais um ano em que muitos não se concretizarão, mas também outros surgirão pelo caminho.
E como não sou diferente de ninguém, fiz minhas reflexões também. Vamos lá.

2011 foi basicamente um ano da amizade para mim. Ou melhor, um ano de relacionamentos.
Aprendi, ganhei novos, perdi alguns. Foi tudo extremamente proveitoso!
Mas nesse mês de dezembro uma discussão tomou conta: afastar-se das pessoas.
Conversando com uma amiga minha, tocamos no assunto. Por que afastar-se das pessoas é um tabu tão grande?
Eu tenho (ou tinha) uma amiga que foi minha amiga por muitos e muitos anos. Saíamos juntas, dormíamos na casa uma da outra, ajudei várias vezes a ela engambelar namorados (sim, eu sou do mal... hahaha...), fomos confidentes. Ela se casou e foi como seu eu casasse junto. Curti cada momento dos preparativos, vibrei, torci, chorei, enfim.
Quando chegou minha vez, a coisa já não foi muito recíproca. Tudo bem.
Mas além dela não ter ido ao meu casamento, nunca mais deu notícias. Muito raramente deixava um recadinho trivial no Facebook.
E pra mim isso não virou um pesadelo, um tormento, não fui lá tirar satisfações, não fiz uma tempestade. Oras, simplesmente minha amiga está num momento de vida diferente do meu e não cabe mais essa proximidade toda. Isso não significa que ela me odeie, me deteste, queira me ver pelas costas, oh, oh!
Simplesmente significa que eu não me encaixo no quebra cabeça de vida dela.
E qual é o problema, me digam?

Aí eu vejo pessoas que fizeram parte da minha vida em algum momento e que eu gosto muito, mas minha vida HOJE não combina mais com a dessas pessoas. Não gosto mais de balada, não escuto mais certas músicas, não uso mais bota pé-de-boi, não uso mais saia curtinha, não tenho mais o cabelo comprido, não bebo mais cerveja.
Não gosto mais de barulho alto, não curto mais gritaria, não assisto mais filmes policiais, não sou mais apaixonada pelo Raí.
E não acho que isso seja falta de personalidade, ingratidão com o meu passado, ou simplesmente "metideza", como dizem alguns.
Acho que mudei e estou mudando. E vou mudar ainda mais!
Aprendi a tomar suco de uva, adoro água com gás, amo quiabo, adquiri uma doença no coração, não puxo mais ferro, engordei pra caramba.
Hoje gosto mais de cavalos do que de golfinhos, não curto muito praia, amo cachoeiras, gosto de carne mas não como todos os dias, adoro música clássica, amo ballet, não escuto mais sertanejo.
Gostei de pagode um dia, não gosto mais. Prefiro rock, rock mesmo. Gosto do chamado "indie". Ainda assisto Chaves.
Gosto mais de romances do que antes. Não tomo nada sem pedras de gelo, inclusive espumante. Continuo não gostando de filmes de terror.
Leio mais livros, viciei em internet. Detesto Pânico na TV, adoro humor inteligente. Ainda amo Friends.

Sei lá... tanta coisa em mim mudou. E frequentar alguns lugares, ser muito próxima de algumas pessoas, fazer certas coisas, hoje não cabem mais em mim. Porém isso não significa de maneira alguma que eu não goste mais, que eu esteja cuspindo no prato que comi.
Exemplo: eu AMO minha prima! Amo! Mas ela adora pagode, e eu não preciso ficar indo aos pagodes com ela pra provar que a amo. Nem ela precisa frequentar meus eventos de noivas pra mostrar que me ama, certo?

Gente, então em 2012 vamos combinar o seguinte? Vamos deixar de mimimi?
Vamos aceitar as pessoas e suas decisões sem julgar os sentimentos? Ou julgue, se quiser, mas aceite e respeite. Vamos largar essa mimimizisse de lado, deixar as pessoas livres para fazerem o que quiser, sem afastarem de nós, curtir outras coisas, porque, afinal, nós fazemos isso com os outros também, né?

Eu prometo que tentarei ser menos mimizenta. Prometo! E agora está aqui, documentado, e poderei me auto-jogar essa verdade na cara quando não estiver cumprindo.
Ok, eu sou uma pessoa que testemunha contra si mesma, e daí?! =P

E que 2012 seja, além de low mimimi, uma sucessão de sorrisos, abraços, carinhos, compreensão, saúde e PAZ.


Até ano que vem. Ou não*.




* Segundo os malucos de plantão, dia 20 de dezembro de 2012 vai acabar o mundo. Depois que inventaram o funk, pra mim o mundo acabou e ninguém percebeu.

01 julho 2010

Muitas vezes (a maioria do tempo) me preocupo em não transparecer certas coisas. Tenho medo que me julguem, que achem que sou triste, infeliz, bla bla bla...

Pra quê? Pra quem? Atualmente ninguém paga minha contas e a maioria dos que me cercam estão cagando e andando pra mim (pra ser bem clara).

Hoje não estou a fim de demagogia, de ser politicamente correta, de ser certinha, de ser fofa, de ser eu mesma.
Hoje estou mais preocupada em desabafar o que está preso em meu coração, em minha alma. E se ela tivesse cor, hoje estaria púrpura.

Não vejo a hora de ter meus filhos, pra saber como é ter uma família que se ama. Nunca tive carinho nem apoio dos meus pais. Pelo menos não da maneira como eu gostaria.
O apoio financeiro sempre veio, graças ao meu bom Deus. Mas nunca tive uma palavra de incentivo pro que quer que fosse. E hoje sou esse amontoado de pele e músculos, células e mais células, que não desempenha papel muito importante na vida de quase ninguém, profissionalmente falando.

Quero me casar logo, para saber como é uma relação marido-mulher bacana, com entendimento, cooperação, harmonia. Não essa relação estranha que aprendi a ver onde um sempre fala e outro sempre abaixa a cabeça. Quero uma relação onde a democracia impere, sempre.

Quero ter MINHA casa, para que eu possa receber meus amigos e meus cachorros sempre que eu julgar pertinente.

Quero ter minha cama, onde eu saiba o valor de arrumar ou deixar desarrumada sempre que EU tiver vontade.

Quero comer uma bandeja inteira de danoninho sem ter que explicar o porquê pra ninguém. Colocar todos os Yakult da embalagem numa jarra, e beber a granel.

Quero me soltar, sair gritando, e me sentir livre dessa pressão de colocam sobre meus ombros todos os dias, e que não consigo me desvencilhar.

Quero que parem de me julgar o tempo inteiro, e de me tratar como empregada.

Quero ser feliz. E, no momento, isso não está sendo possível.

Meu coração responde à toda essa pseudo revolta. Bate descompassado, inadequado, e me diz que quer férias.

Meu coração, enquanto órgão, sabe bem o que se passa aqui dentro...

26 maio 2010

Dude...

Finalmente tive coragem e assisti. E chorei.

Chorei como se tudo o que estivesse a frente dos meus olhos fosse, no fim das contas, uma imensa metáfora da minha própria vida. E da vida de meus amigos, minha família, de todos os que conheço.

Assisti a representação de tudo o que eu imaginava ser, entendi o que sempre esteve dentro de mim.

E não foi tudo com nas novelas de Manoel carlos, com todo mundo grávido e casando. Foi bonito, sublime, simbólico, primoroso. Como é a vida, no final das contas.

Ainda choro pensando na última cena. E ver Vincent novamente...ah, não haveria fim melhor para uma apaixonada por cães.

Jack foi meu companheiro por 6 anos, foi o homem dos meus sonhos. Hurley foi quem eu sempre achei que seria, o mais sábio de todos. Desmond, a chave. Sawyer, um adorado romântico escondido numa casca. E eu fui Kate. Por 6 anos.

Jack ontem partiu meu coração ao fechar seus belos olhos. Mas me mostrou que, apesar do fim ser inevitável, ainda assim é belo. Melancólico, como eu, e belo.

E como Christian Shephard nos aconselha: Let's move on...


Belíssima montagem tirada do blog Trabalho Sujo.

Dude, we are not LOST.

08 março 2010

Passagem...

Comprei o sapato. Acertei o vestido com uma costureira. Agendado curso de noivos. Data reservada na igreja. Casa em construção. Coração aos pulos.

Mais do que um acontecimento normal, um rito. Um rito de passagem para um mundo que desconheço, mas que almejo.
Uma vontade de passear pelo desconhecido com olhos de criança, vendo tudo, aprendendo, caindo e levantando. Uma ansiedade sem fim como a espera na sala de embarque por aquela viagem ao Hawaii.

E o mais gostoso e interessante de tudo, minha companhia nessa viagem. Alguém que está tão ansioso quanto eu. Alguém que está aos pulos com a proximidade do embarque. Alguém que está olhando para tudo com olhos ainda mais infantis que os meus, ávido por descobertas e um coração aberto.

Alguns insistem em dizer que chove no Hawaii, que tem vulcões, tempestades, terremotos ou sei lá mais o que.
Mas eu e meu companheiro de viagem acreditamos piamente que, mesmo com todos esses contratempos, não há nada que preencha mais nossos corações do que ver o por do sol, sentados na areia, contemplando juntos o horizonte mais lindo que já se viu.

E essa vida vale alguma coisa sem acreditarmos em algo?

Aloha!