10 abril 2009

Sexta-feira. Santa por que?

Acordei às 4:40 da manhã, como de costume.
Coloquei o celular no "snooze" e dormi mais famigerados 5 minutos.
Dormi nada, fiquei de olhos fechados no escuro pensando no sonho horrível que acabara de ter. Tenho sonhado com pessoas me matando, traindo minha confiança, tentando me ferrar de alguma forma. Cruzes...
Enfim, o chato do celular voltou a tocar a música que adoro acordar. Coloco uma bem mansinha, que é pra não levantar com aquela coisa ruim no peito que dá quando a gente escuta o despertador: pi pi pi pi pi PI PI PIIIIII (o som vai aumentando gradativamente)...
Acordo com "Someday we'll know" do New Radicals. Mas levanto antes da parte em que ele começar a cantar alto, senão já viu.
Pois bem. Levantei. Abracei meu Mr. Sleep pela última vez, dei aquela espreguiçada felina na cama, coloquei primeiro o pé direito no chão (sempre!) e tomei água.
Fui em direção ao banheiro brava. Pensando na droga de sonho que tinha tido. Detesto sonhar coisa ruim!
Liguei o rádio e fiquei ouvindo músicas antigas enquanto tomava banho. Nenhuma que me deixasse mega happy, mas ouvi uma vinhetinha que tocava Beatles. Já adiantou alguma coisa.
Enquanto me olhava no espelho passando os 315 cremes que preciso passar mas não tenho saco, pensei: "Mas que diabos eu tenho que levantar essa hora enquanto tá todo mundo dormindo? Só eu trabalho nessa vida mothefucka?"
Cheguei aqui no escritório. Dei "bom dia" pro povo, no maior clima de "A Páscoa chegou!", mas óbvio estão todos com aquela cara de "Não diga...".
Fiquei aqui na janela olhando a avenida. Em plena 5 e pouco da manhã tem movimento.
Barulho de carros, pessoas, mas mais caminhões. Realmente a máxima é verdadeira: Sem caminhão o Brasil pára (ou simplesmente 'para', porque perdeu o acento diferencial).
Fiquei pensando nos milhares de brasileiros que trabalham enquanto todos dormem. Quando todos estão viajando, curtindo, milhares de pessoas continuam acordando cedo, pegando seus carros, entrando no trabalho, tudo para garantir o sustento da família.
Fiquei ali pensativa na janela. O dia ainda escuro, muita, mas muita neblina. Os postes todos acesos.
De repente me veio um sorriso discreto, quase sacana. E pensei comigo: "É...pelo menos não tô me fudendo sozinha...hehehe..."
Sentei aqui e vim escrever. Com o coração mais confortado.

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