12 outubro 2009

Amor...

Não ando muito inspirada a falar de nada que não seja meu casamento.

Flores, decoração, buffet, vestido, rendas, sapatos, cabelos, daminha, igreja...bla bla bla...tudo muito chato para quem ão curte e não vai casar. Ou para os que casaram, de repente.

E realmente, não dá pra ficar espalhando e gritando aos quatro ventos essa felicidade toda para todas as pessoas do mundo porque é uma coisa até chata.
Lógico que ficamos felizes com a felicidade dos amigos, mas existe uma linha tênue que separa a felicidade da chatice.

Como eu disse, às vezes esse assunto não é tão bacana para casais já casados. Principalmente se existe algum desacerto entre eles.

Conversando com um amigão meu outro dia, ele solta a fatídica frase: "Vai casar mesmo? Pensou bem?"

Não, não é um corvo distribuindo mau agouro em relação ao meu enlace. É um amigo, pedindo ajuda, uma luz, uma idéia nova em relação ao próprio casamento.

Esse meu amigo é uma das pessoas mais românticas que já vi. Como eu digo, ele é um ursão, grande e assustador por fora, e uma verdadeira flor por dentro.
Chego a pensar que Shrek foi inspirado nele!
Pois então, ele é assim. E quando se apaixona é um dos corações mais inflamados que já vi.
Resumindo, não aguentava a saudade lhe apertando, a vontade de estar junto da pessoa 24h por dia, e resolveram juntar os sapatos (é, porque na verdade, ninguém junta escova de dente, vai...mas quando você vê que seu sapato está junto com os tênis dele, aí sim você casou!).

Tudo uma delícia, casinha nova, cidade nova, chamego aqui, carinho acolá, um filhinho no meio, pra deixar a relação "engraçadinha"...e se passam os dias.

Algo aconteceu e tudo mudou. O filho dela às vezes o incomoda, ela discorda, eles brigam. A vida já não é mais tão colorida como era no início. Veio a indiferença.

AH, meu deus! Prefiro mil vezes gritar, chorar, me descabelar, sofrer aqueles dramas dignos de novela mexicana do SBT, mas indiferença, não!
Acho que a indiferença é o fim de alguma coisa, o final do túnel, da ponte, do poço, sei lá. Mas é quando você já não guarda esforços para lutar. Você desistiu.
Quando ela reina, eu acredito que significa que você deve se olhar no espelho e redefinir estratégias.
Estratégias de vida mesmo.
A indiferença é o que mais fere a amor próprio de uma pessoa, quando não suga e extirpa esse amor.
E como você vai viver sem amar? O outro, não. Você mesmo.

Essa máxima chata de "é preciso amar a você mesmo antes de amar aos outros" é um clichezão dos mais batidos. Mas é também uma das coisas mais difíceis de se entender e assimilar.
Muitas vezes as pessoas passam o resto de suas vidas sem entender, mas repetem a frase sem entender bulhufas.
Zilhões de revistas exibem matérias, escritores lançam manuais, ganham rios de dinheiro com a auto ajuda, mas será que eles mesmos entendem??
E eu? Estou aqui falando, falei com meu amigo, e será que eu mesma sei e exerço isso tempo integral?
Sei que não. Me pego sofrendo às vezes por coisas inúteis, mas já melhorei bastante, posso afirmar.

E na verdade, se você parar para ser extremamente prático, amar a si mesmo é uma coisa relativamente simples.

O vermelho me faz mal.
Meu companheiro só usa vermelho.
Conversamos e ele se recusa a deixar de usar.
Isso é realmente relevante para mim, sim ou não?
Não: me acostumo e seguimos em frente.
Sim: não posso ficar com alguém que faz algo que me faz mal.

Simples, não? Seria...se não existisse outros sentimentos envolvidos.
Mas...e você? Você não é mais importante? Sua felicidade não deveria vir em primeiro lugar?
E a outra pessoa? Amá-la não significa também entender suas vontades? Não significa deixá-la livre para escolher o melhor caminho?

Foi exatamente isso que falei para ele quando conversamos. Acredito que os dois devem libertar-se mutuamente, para que não exista espinhos ferindo os dois, para que sobre algum respeito, alguma amizade, para que sobre algo de positivo de toda essa experiência que foi tão enriquecedora.

É difícil ser feliz. É bem mais fácil acostumar-se com a tristeza e usá-la como desculpa para não ir em frente.
Evoluir, buscar a própria felicidade é algo trabalhoso, exige escolhas, perdas.
Você não consegue lapidar um diamante sem retirar alguns pedaços.
Ou como dizem os mais velhos: "Não se consegue fazer um omelete sem quebrar os ovos."

Crescer, no sentido de se ampliar como ser humano, exige uma certa dose de esforço, não sofrimento. Porque não pode ser considerado sofrimento aquilo que nos leva à evolução, à busca do amor próprio.
Pelo menos eu acredito que não...

Aloha. =)

Um comentário:

Unknown disse...

Fê, é bem por aí.
Muitas vzs parece tudo fácil, mas não é.
Amar e conviver é complicado desde q o mundo é mundo, pq nós temos um script particular e não existe ng no mundo q vai agir conforme esse script 24 hs por dia 7 dias na semana.
E isso acaba frustrando.
E gerando mágoas.
e gerando feridas
e em certo momento a coisa desanda, e vc fica parada se perguntando onde foi q errou, onde foi q o encanto foi embora.

Por isso minha amiga, eu afirmo c TODA CERTEZA: qdo entendemos q o amor e o perdão são ESCOLHAS e não SENTIMENTOS, tudo muda.

Pq sentimentos são inconstantes, e dependem do outro.
Escolhas são fundamentadas e dependem da gente.

Todos os dias eu acordo e ESCOLHO amar e perdoar meu marido, aconteça oq acontecer.


E isso tem nos levado a um grau de intimidade e cumplicidade q eu jamais imaginei.
Pq entendemos q somos pessoas diferentes, q vamos nos magoar e nos decepcionar d vez em qdo, mas q nascemos um pro outro, q decidimos ficar juntos pra sempre e q vamos passar por cima de qq coisa, pq oq nos une é ETERNO.



bjão florzita.