Sei lá, ando injuriada, sabe?
Esses dias conversei com 3 pessoas que não conversava há muito tempo. Quer dizer, umas mais, outras menos, mas enfim, muito tempo.
Uma foi minha amiga de infância mesmo. Nos conhecemos quando tínhamos 6 anos. Melhores amiguinhas na escola, dividíamos até os amores, uma infância gostosa de ser lembrada. Recuperações de matemática, lanches na escola, tardes em casa, muito bom.
Conversamos de tempos em tempos, e sempre temos assunto para colocar em dia.
Hoje ela tem uma filha, de 10 anos, e que faz exatamente as mesmas coisas que nós. meu Deus...tempo malvado, não?
Pena é que nossos horários são sempre curtos, mas ela está a par do casório e está bem feliz com isso. Disse que faz questão de me ver na igreja de branquinho e tudo. Também faço questão absoluta dela!
Depois conversei com um amigo que foi amor. Amor de cursinho, época dura em que eu nem sabia direito o que queria, mas sabia quem gostava (rs...). Dividida entre amores, um na escola, outro no cursinho, e sabe mais quantos por aí pela vida, porque nessa idade a gente ama muita gente, né?
Ele sempre foi uma espécie de "guru veterinário", já que somos colegas de profissão, mas ele se formou bem antes de mim.
Também se casou, está à espera do primeiro filho, mas sabe quando já não existe aquela amizade?
Fiquei ali parada, olhando para a tela do computador, à espera da janelinha piscante do MSN, mas sentia nossa conversa um pouco distante. Acho que sua esposa não gosta muito dessa nossa proximidade, e uma vez até deu problema com relação à isso.
Enfim...as pessoas casam, optam por ter sua vida, e alguns amigos já não fazem mais parte dela, porque é assim que é.
Fiquei me sentindo um pouco triste. Entendo perfeitamente, claro. Se Chris também não gostasse de alguma amizade minha, eu tentaria persuadi-lo, mostrar que é a ele que amo, e se mesmo assim não resolvesse, eu optaria pelo meu companheiro, claro.
Mas fiquei triste em sabe que o ser humano é assim, restringe as amizades, e que nós temos mesmo que "peneirar" alguns amigos.
Depois conversei com outro amigo, alguém que adoro, gosto mesmo, de verdade. Alguém que muitas vezes me aconselhou, que esteve comigo, ainda que virtualmente. Mas nossas conversas eram tão profundas que eu era capaz de sentir sua respiração por perto.
Numa época diferente de hoje, nosso relacionamento chegou a ser uma coisa, digamos, apaixonada. Sentir falta de alguém que não se vê toda hora, que não se encontra, o verdadeiro significado de amor platônico da era tecnológica.
Foi amor, eu acredito que sim. Um amor diferente, estranho, bom como qualquer amor, mas com uma certa dose de "sofrimento" por estar longe. Um ano assim, sem conseguir se ver, se comunicar além do computador, poucas vezes por telefone ou mensagens de celular.
Até brigas existiram, daquelas de ficarmos dias sem conversar. E reconciliações. Mas nunca encontros reais.
Um dia meu príncipe apareceu. Não aceitei logo de cara, ele foi me conquistando. E quando vi, estava namorando.
Meu então platônico pretendente me culpa até hoje de não termos dado chance a nós dois, de não sabermos se iria dar certo ou não.
E eu fico ainda triste, porque perdi um amigo de quem gostava muito.
Sei que não daríamos certo, pelo simples fato de que nada deu certo para que nos uníssemos. Nós, o destino, o tempo, tivemos tudo para nos encontrarmos e isso não aconteceu. Não deu certo, de qualquer maneira.
Fico meio entristecida com as relações humanas. Tudo tão complexo e ao mesmo tempo tão simples.
Não sei porque me chateio, pra ser bem sincera. Mas me chateio.
Preciso voltar pra casa urgente. Meu cachorro não complica tanto meu coração.
10 dezembro 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário