07 janeiro 2010

Minha pseudo gravidez...



Todas as meninas tem amigas.
Amigas de rir, de chorar, de escola, de adolescência, de infância, de balada, de faculdade, de trabalho, e por aí vai.
E às vezes temos AMIGAS. Aquelas pra quem contamos primeiro sobre um novo paquera, um novo namorado, o noivado, o casamento, a gravidez.
É, gravidez. Já cheguei nessa fase, onde minhas amigas agora me contam gestações.
E dias atrás, minha amiga me contou sobre a dela. Ah, que emoção! Emoção mesmo, daquelas de deixar a gente tremendo, e até nos fazer chorar! Eu chorei...

Sylvia é minha amiga de faculdade, mas é como se tivéssemos passado a vida juntas. Sabemos e lembramos coisas do passado, comentamos o presente, projetamos o futuro. Passamos horas no MSN planejando, discutindo, trocando idéias a respeito de qualquer coisa. E há algum tempo venho acompanhando sua vontade de engravidar.

Quando ela começou a se sentir esquisita, logo pensei: ela está grávida!
Não quis dizer nada, para não gerar aquela expectativa, sabe? É normal, quis poupar minha amiga daqueles comentários pentelhos que as pessoas fazem, que fazem a gente se encher de sonhos, e quando não acontecem, ainda temos que ouvir: "Ah, que pena...mas fica calma que vai chegar, viu, fia!". Argh!

Preferi ficar quieta, e esperar. Sabia que uma boa notícia podia chegar. E chegou!
Quando naquele dia de manhã, ela me manda uma foto logo cedo, pedindo pra eu ver, e era a foto do exame de farmácia, quase surtei aqui! Choreeei, chorei...

Chorei de alegria por ver minha amiga realizando um sonho, chorei de felicidade. Mas acho que chorei também por outros motivos. Chorei porque virei adulta.

Quando eu me refiro ao bebê como "nosso bebê" não quer dizer que ela não tenha marido, nem família, nem que eu sou madrinha, nada disso. Quer dizer que sinto essa criança um pouco minha porque sinto aquela barriga um pouco minha. E não só minha, mas da Dianny, da Dani, da Ítala, e das outras amigas de faculdade com quem dividimos sonhos, fofocas e garrafas de vinho barato.
Naquela barriga eu vejo um passado que se foi, que vivemos, as angústia de uma adolescência, as burradas que cometemos, as amizades que fortalecemos, vejo um pouco da minha vida.
Vejo um futuro que está prestes a chegar para ela, para mim, para outras tantas amigas que dividem comigo essa mudança.
Vejo uma nova fase. Uma nova Fernanda.

Eu chamo esse bebezinho de nosso porque muito da minha vontade de ser mãe está ali, se formando junto com ele.

Amiga, quero que saiba que não falo assim por sentir posse sobre ele, viu. Falo porque meu bebê está se formando mentalmente, junto com o seu, e você sabe bem o que quero dizer.

Por isso me sinto feliz como se fosse comigo. Porque em partes, é.

E sei que muitas das minhas amigas ficarão felizes assim quando chegar a minha vez. Não vejo a hora!

Mas vamos com calma, né? Para quem até anteontem era uma "criança" , as coisas não podem correr depressa demais...

Toda saúde, força, sorte e sabedoria do mundo para você, minha amiga querida!!

Que venha meu sobrinho! Ou sobrinha! (ai, que ansiedade! rsrs...)

Aloha! =D

Um comentário:

Sylvia Bonci disse...

acho que mais do que amigas, ne fe??? somos irmas, parceiras, cumplices!!!!
e é claro que é o nosso bebê..ou ta achando que vou dar conta dele sozinha...hehehehe
é verdade, parece um marco de uma vida de gente grande de responsabilidade....pois agora nao penso mais só em mim....mas em nos 2, acho que cada vez mais nele do que em mim. acho que é natural...minha mae é assim,´sao coisas da vida!!!!
nao vejo a hora de vc ter o seu tb pra podermos nos encontrar e levar pra passear, brincar...enfim....uma nova etapa da vida, nao é???
amo muito vc!!! vc sabe disso!!!
beijos